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03.02.2016

Campinas tem primeiro caso de Zika Vírus contraído na cidade

/assets/images/uploads/galeria/428-zikavirus.jpgA Secretaria de Saúde de Campinas confirmou nesta terça-feira (2) o primeiro caso de zika vírusautóctone, contraído na cidade, e também o registro de cinco casos de chikungunya importados. 

No caso do zika, o rapaz de 20 anos é morador da região Sudoeste e contraiu a doença em abril do ano passado. No mesmo período, antes de apresentar os sintomas, ele doou sangue ao Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um dos pacientes que recebeu a doação apresentou alterações incompatíveis com o quadro de base. Outros dois receptores não apresentaram sintomas. Exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram a infecção do primeiro pelo zika. O resultado foi divulgado no dia 28 de janeiro. Campinas tem hoje seis casos de zika em investigação.


Segundo o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, o paciente que recebeu a transfusão era morador de Cosmópolis, mas permaneceu internado na Unicamp entre fevereiro e maio de 2015. Ele recebeu ao menos 100 transfusões. Ainda internado, apresentou um quadro infeccioso e queda de plaquetas. Conforme o diretor da Divisão de Hemoterapia do Hemocentro da Unicamp, Marcelo Addas Carvalho, um médico do HC pediu o exame para dengue e enviou as amostras para o Instituto Adolfo Lutz, no final de dezembro passado. O resultado deu positivo para zika.

A partir do resultado, o Hemocentro e o Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Unicamp passaram a fazer o rastreamento de bolsas, retroativas ao período de um mês. Dos 18 doadores identificados, um apresentou resultado positivo para o zika. O hemocentro entrou em contato com o doador e obteve a informação de que ele começou apresentar os sintomas (febre, manchas vermelhas, coceira, dores articulares) no dia 9 de abril, após a doação. Identificaram que ele não havia saído de Campinas, que residia na região Sudoeste e trabalhava na região Sul. O resultado foi comunicado pelo Adolfo Lutz à Prefeitura de Campinas em 28 de janeiro.

“Estamos conjuntamente agora iniciando a análise do que pode ter acontecido naquela época para tentar entender um/assets/images/uploads/galeria/428-zikavirus1.jpgpouco de como foi circulação do zika vírus em Campinas, mas o mais importante para nós, desse momento para frente, é identificar os possíveis casos de zika. Esse caso é de abril, mas será que o vírus estava circulando antes?”, afirmou Brigina Kemp, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). O secretário disse que a gravidade do caso é saber que o zika circula pela cidade, e que iniciará uma investigação.

Campinas descartou 19 casos suspeitos de zika no ano passado. No ano passado, foram confirmados quatro casos autóctones de zika vírus no Estado. Dois deles eram de Sumaré. Nesse caso, uma das transmissões também foi transfusional e a investigação foi feita pela Unicamp.

Segundo Carvalho, dos dois casos transfusionais identificados no HC, nenhum dos pacientes apresentou manifestação clínica por zika, nem a transmissão interferiu na evolução dos pacientes. Nesse caso mais recente, o paciente internado morreu, mas por complicações de seu quadro clínico. Ele havia sido admitido com ferimento de arma de fogo. O paciente que fez a doação passa bem e até já doou sangue de novo. Carvalho ressaltou que a forma de transmissão de zika por transfusão não é importante. “A importante, pela alta prevalência e pela gravidade dos casos, é a transmissão através do vetor, do mosquito.”

Carmino de Souza demonstrou preocupação em relação ao impacto nas doações de sangue e ressaltou que a vinculação dessa transmissão transfusional é de diagnóstico laboratorial e não houve agravo aos dois pacientes.

Chikungunya


A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp, confirmou também na terça que Campinas registrou cinco casos de chikungunya. Foram quatro casos importados (transmitido em outra cidade) no ano passado e um caso importado este ano. “São casos que não trouxeram repercussão nenhuma para o município, mas a agente continua tendo que investigar”, acrescentou.

Fonte: http://www.plaga.com.br

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