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01.02.2016

City Banda não sairá mais do Centro de Convivência após tumulto ocorrido na última edição

/assets/images/uploads/galeria/415-citybanda1.jpgConfusão, pancadaria, bombas de efeito moral, gás de pimenta, correria e vandalismo marcaram o fim do desfile da City Banda, no Centro de Convivência Cultural, em Campinas, no sábado (30). Segundo testemunhas, foram cerca de 50 minutos de pânico. Quatro participantes do evento, um policial militar e dois guardas municipais ficaram feridos após o confronto. 


Com a confusão, a direção da City Banda concluiu que o Centro de Convivência não comporta mais o evento. Segundo o diretor José de Oliveira, essa foi a última edição no Cambuí e, a partir de 2017, o desfile poderá ser na Avenida Norte-Sul, embora outras alternativas estejam sendo estudadas.


“Esse incidente foi o estopim. A direção da banda já conversava sobre a mudança de local, pois o Cambuí ficou incompatível para o tamanho do desfile. Fundamos a banda para 150 a 200 amigos, mas 22 anos depois, ela já conta com cerca de 30 blocos e mais de 20 mil participantes. Para mim, José de Oliveira, encerraria aqui a banda, mas há outros diretores e respeito a opinião deles”, disse.


Segundo Oliveira, só não houve a mudança nesta edição porque os trâmites estavam em curso./assets/images/uploads/galeria/967-citybanda4.jpg
Em relação à confusão que marcou o pós-encerramento da festa, Oliveira culpa a falta de fiscalização e controle dos ambulantes. De acordo com o diretor, havia centenas de ambulantes comercializando bebidas alcoólicas.


“Tivemos que preencher 14 requisitos exigidos pela Setec para conseguirmos o alvará. Pagamos todas as taxas necessárias. Arcamos com a festa porque a Prefeitura deixou de fazer o repasse para o evento neste ano, enfim, cumprimos a lei, mas os ambulantes não. Venderam bebida alcoólica a rodo e ninguém fez nada. Só podia dar nesta confusão mesmo.”


A Prefeitura nega falta de controle dos vendedores ambulantes e informou que os fiscais da Setec ficaram das 10h às 20h e que trabalharam no local apenas os ambulantes que estavam cadastrados.


Confronto

/assets/images/uploads/galeria/984-citybanda3.jpgO tumulto começou por volta das 20h30, segundo a polícia, quando a Guarda Municipal (GM) tentou apartar uma briga perto da Rua Conceição que teria começado por desavença entre gangues de torcidas de futebol e por uma estudante de 25 anos, embriagada, que jogou uma garrafa nos guardas.


Os guardas reagiram com bombas de efeito moral. “Tudo isso é consequência do excesso de álcool, muito calor, ânimos exaltados”, disse a inspetora da GM, Ana Paula Menezes Pojo, comandante da operação.


O grupo que provocava a confusão correu para o outro lado da praça, onde estava a Polícia Militar (PM). A polícia formou um cerco e mais bombas foram jogadas, porém, desta vez pela PM, na tentativa de esvaziar a região.


Ao menos quatro pessoas, sendo dois ambulantes, registraram boletins de ocorrências no 1° Distrito Policial (DP) por lesão corporal e informaram que foram agredidos por policiais militares e guardas municipais. Um artista plástico de 31 anos teve um braço quebrado e foi algemado ao tentar defender uma moça que, segundo ele, era espancada por guardas municipais.


Um policial também foi agredido e teve os dois braços mordidos por uma terapeuta ocupacional de 32 anos que foi detida e /assets/images/uploads/galeria/208-citybanda2.jpgliberada após depoimentos. Dois guardas ficaram levemente feridos.


Um deles foi atingido no antebraço e joelhos por estilhaços de vidro e foi socorrido na UPA Centro, onde foi medicado e liberado. Ele levou quatro pontos. “Parecia campo de guerra. Foi pânico geral”, disse o professor de educação física Leonardo Brandão Pignata, de 37 anos.


Ao menos três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fizeram o socorro das vítimas.
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), lamentou o episódio. “A City Banda é uma festa tradicional e bonita. Infelizmente, há pessoas alegres, mas têm aqueles indivíduos que exageram”, disse.


Com o uso do gás de pimenta excessivo, segundo testemunhas, a multidão correu em sentido à região central. Um grupo com cerca de 500 pessoas se aproveitou da situação e jogou pedras no prédio da Prefeitura. Uma janela foi quebrada.
A Prefeitura informou que contabiliza os prejuízos causados pela confusão. O balanço deve ser divulgado nesta segunda-feira (1°).  

Fonte: http://www.plaga.com.br

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