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17.02.2016

Pesquisadores em Campinas dão passo importante para fórmula de medicamento antizika

/assets/images/uploads/galeria/903-zikavirus.jpgUm estudo que está sendo desenvolvido em Campinas e que descobriu a diferença entre as moléculas do vírus do zika e da dengue pode ser o pontapé inicial para o desenvolvimento de um medicamento contra o zika. A pesquisa sobre a diferença molecular entre os vírus do zika e o da dengue está sendo feita pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e pode levar à produção de um anticorpo que, se tomado pelo paciente de forma intravenosa, impedirá que o zika vírus entre nas células sadias e desenvolva a doença. “Nós estamos dedicando esforços para contribuir para o conhecimento, não só do vírus em si, mas de como ele pode provocar as doenças e as complicações que hoje já se suspeitam sobre ele”, pontuou o diretor do LNBio, Kleber Gomes Franchini.

“A partir dessa pesquisa feita em Campinas, pesquisadores do mundo todo podem descobrir como essa molécula reage, como ela funciona e tratar especificamente o zika a partir dessa molécula”, afirmou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, que passou o dia em Campinas.

O LNBio é um dos laboratórios que estão se esforçando para conseguir uma solução para o zika. O instituto de pesquisa dedica-se à inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos e começou o estudo há três meses, em novembro de 2015. “Temos que trabalhar para transformar pesquisas em patentes e levar isso para a vida real, para o bem-estar das pessoas”, disse o ministro.

“A descoberta do LNBio é inédita”, afirmou a professora do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas, Clarice Arns, coordenadora da Rede Zika Unicamp, que reúne pesquisadores para buscar soluções nas áreas de controle do Aedes aegypit, virologia, epidemiologia e imunologia das doenças transmitidas pelo mosquito.

Ministro

Pansera veio conhecer os laboratórios nacionais (de biociência, nanotecnologia, biotenol e de luz síncroton), que ficam em Campinas e compõem o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Visitou também as obras do novo acelerador de partículas, o Sirius, previsto para ser inaugurado em 2018.
Pela manhã, inaugurou o novo laboratório de empacotamento eletrônico, no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer e deu uma palestra sobre a importância da tecnologia e dos cursos nessa área.
Ainda pela manhã, foi anunciado o início do novo curso técnico em Eletroeletrônica, no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus Campinas, que funciona dentro do CTI.

Já à tarde, o ministro sobrevoou as obras do Sirius — o acelerador de elétrons de última geração que está sendo construído pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e conheceu os quatro laboratórios nacionais que compõem o CNPEN: Laboratório Nacional de Biociências (LNBio); Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano); Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE); e Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).

Pansera saiu de Campinas “com a certeza de que a ciência brasileira está em um bom caminho”. O que mais chamou a atenção do ministro na cidade foi a qualidade dos equipamentos, dos técnicos e a juventude dos pesquisadores.
“Nossa cidade tem definida essa vocação na área de ciência e tecnologia. E temos implementado políticas públicas para aperfeiçoar esse caminho. Nos orgulhamos muito dos institutos que temos em Campinas e reconhecemos a importância dos cursos técnicos para os jovens, que se formam com possibilidades imensas”, completou o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, que acompanhou o ministro.

MP investiga ‘Aedes do bem’ em Piracicaba

A Promotoria de Piracicaba do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito para investigar a eficiência do Aedes aegypti geneticamente modificado no controle do transmissor da dengue, chikungunya e zika na cidade do Interior paulista. O MP acatou representação de ativistas e pesquisadores alegando que os dados divulgados pela Prefeitura e pela empresa Oxitec sobre os resultados da soltura de mosquitos num bairro da cidade são imprecisos.

A promotora Maria Cristina Seifarth expediu ofícios solicitando informações à Prefeitura e à empresa. No fim de janeiro, com base em dados da Oxitec, a Prefeitura divulgou que a dispersão do mosquito transgênico reduziu em 92% a presença de potenciais transmissores no bairro Cecap/Eldorado. O projeto foi iniciado em abril de 2015 e, desde então, são soltos 800 mil mosquitos por semana na região tratada. Diante do resultado, a Prefeitura anunciou a expansão do programa para a região central da cidade.

De acordo com a representação, a epidemia de zika é um componente novo que não foi estudado no início do projeto. A cidade tem 47 casos suspeitos de infecção pelo vírus e outros dois confirmados, em gestantes.
Até a conclusão do inquérito, a soltura do mosquito em outras áreas fica embargada. (Agência Estado)

Fonte: http://www.plaga.com.br

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