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10.02.2016

Prefeitura impôs "toque de recolher" em bares de Barão Geraldo durante Carnaval

A Prefeitura de Campinas e a Polícia Militar promoveram uma operação “fecha bar” durante o Carnaval em Barão Geraldo, para tirar as pessoas das ruas do distrito e prevenir episódios de violência como os que ocorreram no ano passado. O “toque de recolher”, às 22h, durante todos os dias de folia, assustou clientes e pegou os donos de estabelecimentos de surpresa. Os fiscais da Secretaria de Urbanismo exigiram dos proprietários alvarás para funcionar de madrugada, mas poucos deles têm o documento. Os comerciantes consideraram a ação ostensiva e truculenta — em alguns casos, mais de 15 policiais militares participaram da fiscalização. Os donos também alegaram que fizeram pedidos de alvará para funcionar de madrugada há anos, mas que a documentação ainda não foi analisada pela Prefeitura. 

As ações começaram na sexta-feira. As blitze em cumprimento à Lei do Pancadão, sancionada no ano passado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), tinham a função de impedir que carros de som parados ao longo da Avenida Santa Isabel estimulassem supostas aglomerações e confusões. O policiamento foi um pedido também de donos de lojas do distrito, que tiveram vitrines depredadas e mercadorias saqueadas no Carnaval de 2015. Os donos de bares, no entanto, disseram que não sabiam que a fiscalização iria afetá-los. O grupo fez uma reunião nesta terça-feira (9) e informou que vai se organizar para cobrar da Administração a liberação dos alvarás pendentes. A ideia é montar a Associação dos Bares de Barão Geraldo.

/assets/images/uploads/galeria/461-baraogeraldo.jpgMarcelo Salvi, dono do Andanças Bar, na Rua Agostinho Pátaro, afirmou que a casa estava cheia de clientes quando os policiais chegaram. “Tive que mandá-los embora. Vieram muitos policiais, foi uma ação coercitiva”, disse. Salvi explicou ainda que havia feito estoque de suprimentos e se preparado para abrir todos os dias da folia — quando o distrito fica mais cheio e o movimento aumenta. “Foi tirada de nós a possibilidade de desafogar um pouco em um momento de crise. Já fiz o pedido do alvará para funcionar depois das 22h faz muito tempo”, falou.

Um dos sócios da Casa São Jorge, conhecida na cidade por tocar samba de raiz e música brasileira, Glaucio Muramatsu, explicou que o estabelecimento tinha programação para todos os dias de Carnaval. Para montar o calendário, a casa agendou com músicos e fez estoque de comida e bebida. “Para nós, é um dos melhores momentos do ano. Vou ter um grande prejuízo por conta da burocracia para conseguir um alvará”. Muramatsu disse que pediu o documento para funcionar até as 3h, e cumpriu todas as exigências da Prefeitura: laudo do corpo de bombeiros, Vigilância Sanitária e fez reformas para fazer o tratamento acústico das paredes. “Temos todos os protocolos. Mas o alvará nunca sai.”

O Bar do Zé, casa que apresenta bandas independentes ao distrito, nem chegou a abrir. “Como o policiamento estava muito intenso, eu mesmo fui falar com o pessoal do Urbanismo antes de abrir. Eles disseram que eu não ia poder abrir depois das 22h, então cancelei todos os eventos do Carnaval”, disse o dono do bar, Milton Barbosa. Ele afirmou que está com o alvará vencido e que entrou com o pedido de renovação há um ano, mas ainda não obteve resposta. “A atitude da fiscalização foi totalmente incoerente. Sabemos que a Secretaria de Urbanismo tem muita demanda e poucos funcionários, mas a atitude deles foi truculenta.”

Outro lado

O secretário de Segurança de Campinas, Luiz Augusto Baggio, disse que os bares foram notificados previamente da ação no Carnaval. No entanto, admitiu que a ação não é comum e que garantir a segurança do Carnaval foi o objetivo das blitze. O secretário disse que foi pedida “tolerância zero no feriado”. “De qualquer forma, eles estão ilegais. E não existe direito adquirido na ilegalidade”, falou. Baggio disse ainda que ambulantes também foram reprimidos. “A questão da demora do alvará eu não tenho como informar, porque isso é com a Secretaria de Urbanismo”, afirmou. A Secretaria de Urbanismo, por sua vez, informou que, se os bares ainda não têm o alvará, é porque existe alguma pendência em relação à documentação, mas não especificou qual.

Fonte: http://www.plaga.com.br

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